Entre seus aliados, muita gente diz que esta pode ser a última grande oportunidade para tirar da petista benesses e dividendos políticos. Depois, se for reeleita, ela pode reencarnar a mandatária durona do primeiro ano de mandato. Aquela que jogava pesado e resistia às pressões dos partidos de sua base de apoio no Legislativo. A que ficou famosa pela faxina na Esplanada dos Ministérios, quando ministros foram demitidos em série. Depois, a dura realidade de governo, com queda de popularidade e dificuldades na economia, tornou a presidente mais flexível e mais aberta ao diálogo --com seus aliados e também com o setor empresarial. Então, confidencia um peemedebista, o "negócio" é aproveitar o momento e aumentar já o espaço no governo com a reforma ministerial. O PMDB, por sinal, quer emplacar mais ministros, só que outros aliados desejam colocar pelo menos um, como o PTB e o novo Pros. Em jogo, uma moeda disputada. O tempo de TV dos partidos na propaganda eleitoral. Dilma quer ter mais do que o dobro do tempo de todos seus adversários juntos. Uma tática para sufocá-los na largada. Enfim, o fato é que, entre seus apoiadores, é quase consenso que, sem a obrigação de ser reeleita, Dilma pode ser mais Dilma num eventual segundo mandato, ouvindo menos, o que já tem feito, seu mentor Luiz Inácio Lula da Silva. Aí, diz um observador palaciano, o governo tende a gastar mais, o número de ministérios vai cair, a vida de petistas e aliados ficará mais difícil e as broncas só vão aumentar. Um amigo presidencial tem visão oposta. Diz que Dilma aprendeu com seus erros e fará um segundo mandato melhor. A conferir. |
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
DILMA PREOLCUPADA COM APOIO POLITICO
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