quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

FAMILIA DE PEGRO CORREIA SOBRE AÇÃO CONTRA POLITICA

Família indecisa sobre ação contra políciaParentes de Pedro Corrêa não chegaram a um acordo sobre a abertura de processo pelo uso de algemas

Pedro Corrêa está preso no Cotel desde que foi transferido para o Recife, semana passada foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press (Paulo Paiva/DP/D.A Press)


A família do ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP) pode desistir de processar os agentes da Polícia Federal que algemaram o político durante sua transferência da Pentenciária da Papuda, no Distrito Federal, para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), no Recife. A estratégia, neste momento, é focar as atenções no cumprimento da pena, que garante ao progressista o direito do regime semiaberto. Corrêa foi condenado a sete anos e dois meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF).
“A gente não está decidido se vai fazer isso (processar os agentes). Estamos preocupados e nossa prioridade é o regime semiaberto, que ele não está sendo cumprido”, declarou o o advogado Fábio Corrêa, um dos três filhos do deputado cassado ainda no governo do ex-presidente Lula (PT), em 2006. Outra filha de Pedro Corrêa, a deputada federal de São Paulo Aline Corrêa (PP), chegou a cogitar uma saída, digamos, mais “diplomática”. A ideia da parlamentar é entrar com uma representação no Ministério da Justiça repreendendo a conduta dos agentes.
O advogado Rodrigo Galindo, da banca Galindo, Falcão & Gomes Advogados Associados, disse que o recuo da família pode estar associado a uma estratégia de preservação. Mesmo alegando que caberia um processo por danos morais, até porque o uso das algemas por Pedro Corrêa descumpriu a 11ª súmula do STF – que determina seu uso apenas aos presos que apresentem resistência ou risco a si próprio e a terceiros –, a ação contra os agentes deixaria mais exposto o ex-deputado. “Ele seria mais vigiado dentro da prisão e qualquer ação que fizesse poderia ser divulgada nos jornais”, declarou.
Detalhes
A estratégia é negada pelo primo e desembargador aposentado de Pedro Corrêa, o ex-vereador do Recife Clóvis Corrêa. Ele garantiu que os familiares devem entrar com um processo no início de janeiro, sem data definida. “Eu não abro mão do processo-crime. Eu quero o processo-crime. Eu assisti a tudo o que Pedro Corrêa passou aqui quando chegou na semana passada. Ainda estamos procurando um advogado para entrar com a ação. São detalhes que devem ser fechados”, argumentou. Os filhos do ex-deputado estariam tentando evitar uma maior exposição do pai na mídia.
Outra estratégia da defesa de Pedro Corrêa é que ele não cumpra sua pena na Penitenciária Agro Industrial São João (PAI), em Itamaracá. Os parentes pretendem encaminhar um pedido ao juiz Luiz Gomes da Rocha. A família teme pela segurança do réu, já que a unidade sofre com a superlotação de presidiários. Pedro Corrêa deseja exercer sua profissão, trabalhar como médico e fazer um curso de pós-graduação no Recife.

Nenhum comentário:

Postar um comentário