Arremedo de candidato
Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, carrasco dos mensaleiros, foi a um sambão no Rio, onde rompeu o ano, com cara de presidenciável. Ao ter seu nome anunciado ao público recebeu mais aplausos do que vaias. Não há um homem público que escape a uma vaia, mesmo estando no ápice da sua popularidade.
Lula inventou de ir ao Maracanã depois de reeleito, e, a exemplo de Joaquim, foi também vaiado, embora os aplausos tenham sido ouvidos com sonoridade maior. Joaquim está acima do STF, porque as instituições no Brasil andam desgastadas, algumas falidas, como o Congresso.
Por isso mesmo, onde quer que chegue é tratado como herói, um grande benfeitor, que mandou os mensaleiros ao xadrez ver o sol nascer quadrado. Longe, entretanto, disso representar uma aspiração ao cargo maior do País.
Joaquim não tem jogo de cintura para política. É, na verdade, um tremendo pavio curto. No exercício da presidência do STF agrediu ministros colegas, mandou um jornalista para aquele lugar e perseguiu a sua mulher, também jornalista, servidora de carreira da justiça brasileira.
Áspero, temperamental e deselegante, Barbosa está no auge da sua popularidade porque enfrentou uma quadrilha e venceu. Mas a cadeira do Planalto não está reservada a heróis nem benfeitores da humanidade, mas a grandes gestores, verdadeiros estadistas. Joaquim está longe deste perfil.
RETA FINAL– O governador Eduardo Campos começa, hoje, a reta final do seu longo mandato de sete anos à frente do poder estadual. Quer até 4 de abril, data marcada para o seu afastamento, impor um ritmo alucinante de inaugurações ao mesmo tempo em que começará a percorrer o País, na condição de candidato a presidente, ao lado da ex-senadora Marina Silva.
Pagador de promessas –
Imagem de Lula– Somente três programas federais têm a cara da presidente Dilma: Mais Médicos, Minha Casa, Minha Vida, e o Pronatec, com foco na capacitação profissional, criado no final da gestão Lula. Segundo pesquisa divulgada pelo Planalto, todos os demais programas e ações federais estão relacionados à era Lula.
Segundo turno- O presidente do PPS, Roberto Freire, acha que se Marina tivesse ingressado em outro partido para disputar o Planalto, as chances de a eleição ter dois turnos seriam muito maiores. “As oposições estão unidas contra o Governo Dilma, mas seria grave erro se tivéssemos apenas um candidato da oposição no primeiro turno”, avalia.
Elogiado por petistas–
CURTAS
FRENTE FRIA– Há 10 dias não chove no Sertão, o que na prática confirma a suspeita de que as últimas chuvas, que animaram os pequenos agricultores e provocaram os primeiros plantios, não passaram de efeito de uma frente fria, longe de caracterizar as trovoadas de dezembro.
NO PODER– O prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PMDB), passa o cargo para o vice-prefeito Guilherme Coelho (DEM) e segue para o Exterior para uma temporada de férias. Ex-prefeito do município, Guilherme é pré-candidato a deputado federal.
Perguntar não ofende: Quando Marina formaliza que será a candidata a vice na chapa de Eduardo?
'Busca satisfazer seu próprio desejo aquele que se isola; ele se insurge contra toda sabedoria'. (Provérbios 18-1)
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
JOAQUIM BARBOSA NO SAMBÃO NO RIO
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