O DEM anunciará, na próxima semana, apoio à pré-candidatura do ex-secretário estadual da Fazenda Paulo Câmara (PSB), indicado pelo seu correligionário e presidenciável Eduardo Campos para disputar a sucessão do Palácio do Campo das Princesas. A informação é da coluna Pinga-Fogo, do Jornal do Commercio.
Com a adesão dos democratas, a coligação Frente Popular por Pernambuco ganha mais um partido de peso para apoiar o PSB, que já conta com o apoio do PSDB e do PMDB. Os peemedebistas, inclusive, indicaram o vice de Câmara, o deputado federal Raul Henry, ligado ao senador e ex-governador de Pernambuco Jarbas Vasconcelos.
No caso dos tucanos, que eram do campo da oposição, vale ressaltar o imenso apoio que dado pelo partido à candidatura de Campos em 2010. Naquele ano, peemedebistas, que tinham Jarbas como candidato, confirmavam que 14 dos 17 prefeitos tucanos, ou seja, 82% do gestores municipais do PSDB apoiavam o então governador, que tentaria a reeleição e acabaria sendo o mais votado do País.
Apesar do apoio praticamente selado do DEM ao PSB, o deputado estadual Maviael Cavalcante e a vereadora recifense Priscila Krause, ambos membros do DEM, não aceitaram o acordo. A união entre democratas e socialistas daria maior musculatura para uma possível candidatura de Priscila à Assembleia Legislativa, mas a parlamentar sempre foi oposicionista ferrenha ao PSB.
O apoio do PSDB e do DEM, que teve o deputado federal Mendonça Filho (PE), como candidato ao governo de Pernambuco disputando contra Campos em 2006, consolida o pragmatismo no cenário político pernambucano. Até mesmo por parte do PMDB, que teve Jarbas como postulante ao Executivo estadual em 2010, e, atualmente, integra a ala da legenda que apoia a pré-candidatura presidencial de Campos.
Se o PT continuará como legenda oposicionista e como desempenhará este papel caso o PTB perca a eleição, apenas o tempo vai dizer. Seria mais uma "prova de fogo" para saber até aonde vai o pragmatismo da legenda em Pernambuco.
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