Os terminais integrados da Região Metropolitana do Recife (RMR) contam com aglomeração de passageiros, como de costume. Com a determinação da justiça que obriga os rodoviários a colocar 70% dos ônibus nas ruas, há coletivos rodando, mas a demora existe e tem deixado os usuários preocupados.
É o caso da recepcionista Lucila Albuquerque, que espera geralmente cerca de 15 minutos para pegar o primeiro ônibus. Nesta terça-feira (14), ela optou por sair mais cedo. “Tive que acordar mais cedo. Geralmente eu espero 15 minutos. Hoje eu já passei 40”, contou. Como sempre ocorre em greve dos trabalhadores rodoviários, o transtorno da ida para o trabalho se torna preocupação na volta para casa. “Estou muito preocupada. Não sei a hora que vou chegar em casa”m diz. Sobre o posicionamento em relação à greve, ela fica dividida. “Eu fico no meio. Eles (rodoviários) têm o direito deles, mas a gente que é trabalhador tem que trabalhar”, opinou.
No terminal da Joana Bezerra, a movimentação é intensa como de costume, mas a correria aparece sempre que chega um ônibus. Os passageiros não sabem quando vai surgir o próximo. Os orientadores de fila foram dispensados pelo Grande Recife Consórcio de Transporte, e quem está no local para conter qualquer tipo de tumulto são policiais da Rocam. Por lá, quem está lucrando são os mototaxis. De acordo com um deles, a corrida pode variar de R$ 15 a R$ 30 a depender do destino. Já no TI Macaxeira, a circulação de ônibus é tranquila, e duas viaturas do Grupo de Ações Táticas Itinerante (Gati) faz a segurança.
De acordo com o diretor de operações do Grande Recife, André Melibeu, não há registro de bloqueio nas garagens. Os fiscais foram descolados para conferir a movimentação nos portões das garagens, e há a informação que cerca de 1.300 ônibus já saíram para as ruas.
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