De acordo com a publicação, um empregado do doleiro chamado Waldomiro de Oliveira, em nome de quem a empresa MO Consultoria está registrada na Junta Comercial de São Paulo, afirmou à PF que a empresa não tem atividade de fato.
A suspeita da PF é de que a consultoria seja usada no repasse de propina para funcionários públicos e políticos. Um laudo da polícia afirma que passaram por essa empresa um total de R$ 90 milhões entre 2009 e 2013.
Segundo o jornal, entre os grandes grupos que pagaram à MO estão empresas que operam nas obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Os maiores pagamentos foram feitos por duas empresas do grupo Sanko - R$ 26 milhões.
Um dos responsáveis pela negociação dos contratos da refinaria foi o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato. A PF suspeita que ele tenha negócios com Youssef e que tenha usado o doleiro para pagar subornos.
A Sanko Sider diz que os pagamento são comissões pela venda de tubulações, intermediada pela empresa. Segundo a companhia, duas empresas do grupo "utilizaram os serviços contratados, comprovados pela emissão de notas fiscais, que foram devidamente contabilizadas, tributadas e pagas, via sistema bancário, de acordo com a legislação vigente".
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sábado, 5 de abril de 2014
Petrobras: fornecedores pagaram 34 milhões a doleiro
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