terça-feira, 8 de abril de 2014

Planalto e PT atuam em favor da renúncia de Vargas


O Palácio do Planalto e a cúpula do Partido dos Trabalhadores vão pressionar o deputado André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara Federal, a renunciar ao mandato. Na avaliação de ministros e dirigentes petistas, o caso pode alimentar a CPI da Petrobras, desgastar ainda mais a presidente Dilma Rousseff (PT) e prejudicar as candidaturas do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao Governo de São Paulo e da senadora Gleisi Hoffmann ao Governo do Paraná.

O comentário que circula pelos corredores do Planalto é de que o pedido de licença do deputado, apresentado ontem (7), não resolve a questão.

A bancada do PT na Câmara dos Deputados vai se reunir hoje para avaliar o assunto. Vargas está em Brasília, mas até agora não se sabe se ele vai participar do encontro. Na quinta-feira, a executiva nacional do partido também vai se reunir, em São Paulo, e deve ser nomeada uma comissão interna para que André Vargas dê explicações.

O presidente do PT, deputado Rui Falcão, conversou ontem com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise política. "Até a semana passada o partido tratava o caso como um assunto pessoal do deputado. Agora, diante das novas informações, a executiva nacional terá que discutir o caso", disse Rui Falcão. "Sempre temos que trabalhar com a presunção da inocência, mas o partido não convalida este tipo de relação, se é que ela existe."

Consequências - O PT teme que a permanência de Vargas no Legislativo dê munição ao PSDB e acabe respingando em Alexandre Padilha, que era ministro da Saúde e agora é candidato à sucessão do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Adversários de Gleisi Hoffmann também começaram a usar as denúncias para atingir a campanha petista no Paraná.

Alguns integrantes da sigla comparam o caso de Vargas ao do ex-dirigente Silvio Pereira, obrigado a deixar o partido após ser presenteado por uma empresa com um Land Rover.

Nenhum comentário:

Postar um comentário