Poucas vezes Santa Cruz e Sport se enfrentaram tanto quanto neste início de temporada. Aquele que recebeu a alcunha de Clássico das Multidões, por levar aos estádios as duas maiores torcidas de Pernambuco chega ao quinto capítulo de 2013 neste sábado com um desquilíbrio igualmente pouco visto, mesmo nas piores fases de um ou de outro. Até agora, foram quatro encontros com três vitórias dos rubro-negros e um empate. Para quem não viu os jogos, alguns números podem soar estranhos, mas traduzem bem a ‘cara’ de cada time: o andamento cadenciado (Santa) contra a objetividade (Sport). Mas como o jogo deste domingo (6) tem como objetivo a vaga na final do Campeonato Pernambucano, será esta competição a ser avaliada, de acordo com números levantados pelo site Soccerway.
Os números básicos e absolutos têm que ser jogados para contextualizar. No Estadual, a vantagem leonina permanece. Foram dois jogos com uma vitória do Sport e um empate. Os de vermelho e preto marcaram quatro vezes e os de vermelho, preto e branco apenas uma. A vitória do time da Ilha abriu a sequência de confrontos no mês de março. Aos 29 minutos de jogo, o Sport vencia por 3×0. Felipe Azevedo (duas vezes) e Patric foram os motores do rolo compressor. Mais duas vitórias viriam, ambas pelas semifinais da Copa do Nordeste antes do segundo embate, no Arruda. Desta vez foi mais parelho e terminou 1×1, com gols de Leo Gamalho e Ewerton Páscoa.
O número que mais chama a atenção nos dois jogos é a posse de bola. Para os defensores do modelo Barcelona de jogo, um alerta: nem sempre quem tem a ferramenta de jogo vai sair com a vitória. E aí está. No 3×0, um placar robusto ainda mais para um jogo historicamente tão equilibrado, o Sport teve míseros 41% de posse. Os outros 59% ficaram para os corais. Mas quando estava com a redonda nos pés, o time de Eduardo Baptista soube o que fazer. E quando não a teve, também. O Sport cometeu 28 faltas contra 16 do Santa. Claro que ninguém está defendendo a violência mas não há como negar que quantidade falta está ligado à disposição na marcação.
No jogo do Arruda, a situação se inverteu. Melhor no primeiro tempo, quando abriu o marcador, o Santa viu seu adversário mais tempo com a bola nos pés. O Sport teve 54% contra 46% do tricolor, que também matou mais as jogadas: 25×20. Nos chutes em direção ao gol, nova ‘vitória’ coral: 6×3.
GERAL
Para quem acha que os números só favorecem o Sport, o Santa tem uma escrita a manter. Ainda não perdeu nenhum jogo no Arruda. As duas derrotas corais aconteceram fora de casa: A já citada para o próprio rubro-negro e a outra diante do Porto, no Luiz Lacerda. Os leoninos caíram uma vez em seu reduto, justamente na última rodada do hexagonal, quando o Náutico fez 1×0, na Ilha. Os outros dois revezes foram na Arena Pernambuco (Náutico) e Cornélio de Barros (Salgueiro). Não se pode esquecer também do poderio ofensivo. O tricolor tem o melhor ataque da competição, com 23 gols, sete a mais que o tradicioal rival (16).
O Sport leva vantagem nas vitórias (5×4) e na defesa. Tomou sete gols e o Santa, 12. As consequências refletem-se nas médias. Nos gols marcados, o Santa ostenta 2,3 por jogo contra 1,6 do Sport. No Arruda, a média coral sobe para 3,2 enquanto o time da Ilha apresenta 1,4 quando joga longe do Adelmar da Costa Carvalho.
Na divisão de gols, o melhor tempo para os rubro-negros fica para os 15 minutos finais de partida, quando marcaram 31,2%. O período mais baixo fica nos 15 finais da etapa inicial, com 6,2%. Somando-se os índices e dividindo apenas em primeiro e segundo tempo, os leoninos marcaram 37,5% no primeiro tempo e 62,5% no segundo.
O Santa tem seu melhor momento justamente quando o Sport tem o pior, entre 30 e 45 minutos da etapa inicial. Foram 34,8% dos gols nesse espaço. Na hora de dividir por etapa, os corais são mais generosos. Foram 52,2% no primeiro tempo e 47,8% no segundo.
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