Diario de Pernambuco. Após vencer a última eleição municipal por apenas um voto de diferença, o prefeito de Correntes, Edimilson da Bahia (PSB), enfrenta mais uma instabilidade em seu governo. Depois de um início de gestão conturbada, o gestor perdeu a maioria na Câmara de Vereadores e deve enfrentar, nos próximos dias, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que vai apurar indícios de enriquecimento ilícito. Os vereadores adversários, hoje cinco dos nove que compõem o Legislativo Municipal, dizem ter em mãos documentos que comprovam que o prefeito teria comprado o único posto de gasolina da cidade por R$ 1 milhão e um terreno de 55 hectares por R$ 600 mil. De acordo com o líder da oposição, Clóvis Monteiro (PP), os vereadores possuem dois recibos que, supostamente, comprovam o envolvimento do prefeito na compra do posto e do terreno com valores incompatíveis com o seu salário - R$ 10 mil - e sua declaração de bens feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes da eleição - R$ 34 mil. Edimilson da Bahia é suspeito de ter adquirido o terreno em fevereiro do ano passado, quase um ano depois de tomar posse, dando R$ 200 mil à vista e parcelando o restante. O posto de gasolina, por sua vez, de acordo com o vereador progressista, teria sido comprado através de um laranja - o recibo está em nome de um ex-integrante da comissão de licitação da prefeitura que morou na casa do prefeito no início da gestão. Clóvis Monteiro disse que os documentos foram entregues à Polícia Federal e ao Ministério Público. Edimilson da Bahia foi procurado diversas vezes pela reportagem, mas não foi encontrado para comentar as acusações. |
terça-feira, 8 de abril de 2014
Prefeito de Correntes é suspeito de desvio de verba
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