G1. O vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), entregou nesta segunda-feira (7) à Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Casa carta com pedido de afastamento temporário por 60 dias. O pedido ocorre em meio a denúncias e pedidos de investigação por parlamentares sobre viagem que o petista fez em avião do doleiro Alberto Youssef. Youssef foi preso pela Polícia Federal em março deste ano por suspeita de movimentar cerca de R$ 10 bilhões por meio de lavagem de dinheiro. De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, o empréstimo do avião para viagem a João Pessoa foi acertado entre Vargas e Youssef por mensagem de celular no dia 2 de janeiro de 2014. Neste fim de semana, reportagem da Rrevista Veja revelou mensagens de celular entre André Vargas e Youssef. De acordo com a polícia, eles atuavam juntos para fechar um contrato entre uma empresa de fachada e o Ministério da Saúde - Vargas ajudava Youssef a localizar projetos no governo pelos quais poderia ser desviado dinheiro público. No pedido de afastamento, o deputado petista afirma ter motivos de "interesse particular" para a saída temporária. Formalmente, ele permanece sendo o vice-presidente da Câmara Federal, mas licenciado. Como o afastamento é de menos de 120 dias, não será convocado um suplente para ocupar a sua vaga de deputado, mas o deputado Fabio Faria (PSD-RN), segundo-vice presidente da Câmara dos Deputados, assume o cargo durante o afastamento. Vargas ficará sem receber o salário de parlamentar, atualmente de R$ 26,7 mil. Ele também perde outros benefícios financeiros, como as verbas de gabinete. O afastamento não impede que a Câmara Federal abra processo de investigação contra Vargas. A previsão é que nesta segunda partidos de oposição representem contra ele no Conselho de Ética da Casa. |
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Vargas pede licença de 60 dias da Câmara Federal
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